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Contos,
inspiração
O baú
Já eram três da manhã quando ela olhou no relógio.
Ainda não havia conseguido dormir.
O sono não batia na porta. E para falar a verdade,
ela não queria dormir.
Precisava desesperadamente abrir aquele baú.
Aquele, que ela guardava no sótão. Aquele, que ela raramente deixava alguém ver.
Aquele, que ela mesma pintou, que ela mesma decorou e que só ela sabia onde a chave estava.
Levantou. Na ponta dos pés, abriu a porta que levava ao sótão, subiu as escadas e pegou aquele baú.
Estava muito mais pesado desde a última vez.
Com um sopro, a poeria logo começou a dançar, deixando limpa a tampa do baú.
Ela o carregou em seus braços. Deu uma última olhada para o sótão... quantas coisas esquecidas
não estariam ali? Quantos brinquedos choravam? Quantos cadernos guardados, bonecas perdidas.
Desceu as escadas e delicadamente colocou o baú no chão da sala.
Tirou a chave do cordão que ficava em seu pescoço e parou.
Por alguns minutos encarou o baú. Ele sorria para ela.
Mas ela não tinha mais certeza se realmente queria abri-lo. Sabia o que poderia sair de lá.
Mas a curiosidade gritou em seus ouvidos: abra!
Girou a chave e abriu.
Era um baú de tesouros?
Mais ou menos.
Era seu baú de memórias.
E entre sorrisos e lágrimas ela foi tirando as memórias que estavam lá dentro. Como fotografias antigas ali guardadas. E como peças de um grande quebra cabeças, ela foi colocando essas fotografias, uma a uma no chão.
Tentava encontrar as peças que faltavam.
Apelidara carinhosamente seu baú, com o nome de Passado.
E acreditava que Passado poderia lhe trazer algumas respostas. Acreditava que ali, no meio de tantas memórias, ela poderia finalmente montar aquele grande quebra cabeça. Mas não. As peças continuavam sem se encaixar.
Com as peças novas, ela até que conseguiu encaixá-las em alguns lugares de suas antigas memórias.
Mas ela tinha que parar. Precisava fechar a tampa. A dor era grande demais para continuar montando o quebra cabeças.
Secretamente, em seu coração, ela só queria ganhar um presente... um baú novo, para chamá-lo de Presente!

Ainda não havia conseguido dormir.
O sono não batia na porta. E para falar a verdade,
ela não queria dormir.
Precisava desesperadamente abrir aquele baú.
Aquele, que ela guardava no sótão. Aquele, que ela raramente deixava alguém ver.
Aquele, que ela mesma pintou, que ela mesma decorou e que só ela sabia onde a chave estava.
Levantou. Na ponta dos pés, abriu a porta que levava ao sótão, subiu as escadas e pegou aquele baú.
Estava muito mais pesado desde a última vez.
Com um sopro, a poeria logo começou a dançar, deixando limpa a tampa do baú.
Ela o carregou em seus braços. Deu uma última olhada para o sótão... quantas coisas esquecidas
não estariam ali? Quantos brinquedos choravam? Quantos cadernos guardados, bonecas perdidas.
Desceu as escadas e delicadamente colocou o baú no chão da sala.
Tirou a chave do cordão que ficava em seu pescoço e parou.
Por alguns minutos encarou o baú. Ele sorria para ela.
Mas ela não tinha mais certeza se realmente queria abri-lo. Sabia o que poderia sair de lá.
Mas a curiosidade gritou em seus ouvidos: abra!
Girou a chave e abriu.
Era um baú de tesouros?
Mais ou menos.
Era seu baú de memórias.
E entre sorrisos e lágrimas ela foi tirando as memórias que estavam lá dentro. Como fotografias antigas ali guardadas. E como peças de um grande quebra cabeças, ela foi colocando essas fotografias, uma a uma no chão.
Tentava encontrar as peças que faltavam.
Apelidara carinhosamente seu baú, com o nome de Passado.
E acreditava que Passado poderia lhe trazer algumas respostas. Acreditava que ali, no meio de tantas memórias, ela poderia finalmente montar aquele grande quebra cabeça. Mas não. As peças continuavam sem se encaixar.
Com as peças novas, ela até que conseguiu encaixá-las em alguns lugares de suas antigas memórias.
Mas ela tinha que parar. Precisava fechar a tampa. A dor era grande demais para continuar montando o quebra cabeças.
Secretamente, em seu coração, ela só queria ganhar um presente... um baú novo, para chamá-lo de Presente!
"Alegrei-me, sobremaneira, no Senhor porque, agora, uma vez mais,
renovastes a meu favor o vosso cuidado; o qual já tÃnheis antes,
mas vos faltava oportunidade. Digo isto, não por causa da pobreza,
porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação.
Tanto sei estar humilhado como também ser honrado;
de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência,
tanto de fartura como de fome;
assim de abundância como de escassez;
tudo posso naquele que me fortalece". (Filipenses 4.10-13)
Paulo estava preso.
Pesava sobre sua cabeça uma sentença de morte.
Estava passando necessidades; talvez, até fome.
Ainda assim, declara estar CONTENTE!
Qual era o seu segredo?
Como viver contente em toda e qualquer situação?
Podemos descobrir, analisando suas declarações:
1. APRENDI...
A primeira lição que podemos tirar é que este estado de espÃrito não vem por acaso; é o resultado de um longo aprendizado.
Enquanto a maioria das pessoas aprendem a se tornarem "fechadas", desconfiadas e entristecidas com as amargas experiências da vida, o Apóstolo Paulo, com estas mesmas experiências, comuns a todos nós, aprendeu o segredo do viver contente.
Ele considerava cada experiência, boa ou ruim, uma excelente oportunidade para aprender a viver.
Será que é isto que nos falta, uma "atitude de aluno", positiva, diante das dificuldades e dos sofrimentos?
2. A VIVER CONTENTE...
Dando uma olhadinha mais profunda no texto bÃblico, descobrimos que a palavra traduzida como "contente" neste texto bÃblico é a palavra grega autarkes ou autokratés, de onde vieram também as nossas palavras Autarquia e Autocrata.
Autarquia significa: Governo autônomo. Administração autônoma que procede sem interferência do poder central; autonomia.
Autocrata significa: Soberano absoluto e independente.
O que será que o Apóstolo Paulo queria dizer, ao usar esta palavra, que estava rindo à toa em meio às tempestades? Não! É claro que o sofrimento incomoda.
O que o Apóstolo Paulo estava dizendo é que é possÃvel conservar a serenidade, o controle da situação, a autonomia, independentemente dos problemas que estamos passando. É como se dissesse: Aprendi a manter o controle...
Esta é a segunda lição que podemos tirar deste texto bÃblico.
E quanto a nós, já aprendemos isto?
3. EM TODA E QUALQUER SITUAÇÃO.
A terceira lição que podemos tirar deste texto é esta: É preciso aprender a manter a serenidade em toda e qualquer situação.
Na hora da humilhação ou da exaltação.
Na hora da fartura ou da fome.
Na hora da abundância ou da escassez.
A maioria de nós não sabe administrar nem uma situação nem outra.
Quando estamos "por baixo", xingamos, reclamamos, sofremos, enchemos o coração de ódio e mágoa. Quando estamos "por cima", esbanjamos e humilhamos quem está "por baixo".
Muitos não são honrados por Deus, porque não teriam o mÃnimo controle numa situação de fartura e abundância.
Isto aplica-se a nós?
4. TUDO POSSO NAQUELE QUE ME FORTALECE.
Provavelmente você já tenha ouvido este verso bÃblico.
As aplicações mais comum são essas:
Tudo posso TER, FAZER, ADQUIRIR, CONQUISTAR, PROSPERAR naquele que me fortalece.
Bem, não é nada disto!
O que o Apóstolo disse foi: Tudo posso ADMINISTRAR naquele que me fortalece.
Ele APRENDEU, porque Cristo o fortalecia.
A VIVER CONTENTE, porque Cristo o fortalecia.
EM TODA E QUALQUER SITUAÇÃO, porque Cristo o fortalecia.
Em nenhum momento o Apóstolo pretendeu nos ensinar alguma nova filosofia de vida ou uma oração mágica que forçasse as janelas do céu a se abrirem sobre nós.
Ele tão-somente estava relatando que chegou à maturidade da fé, que lhe dava o controle da situação - fosse ela qual fosse - porque Jesus Cristo o fortalecia.
CONCLUSÃO:
O cristão, como qualquer outro ser humano, pode passar por diversas experiências na vida, da fome à fartura; da humilhação à honra; da escassez à abundância.
Mas, é possÃvel aprender a manter a serenidade em qualquer situação.
No entanto, a plenitude deste aprendizado só é possÃvel para aqueles que buscam força em Jesus Cristo. Somente aqueles que estão ligados em Cristo e dispostos a aprender poderão um dia repetir com honestidade as palavras do Apóstolo:
Autor: Pr Franco
Fonte
