Chegaram após uma festa Aquela que começa chata E terminam na mata Pararam na minha frente Falando o quão quente Estavam no dia de sexta
A primeira palavra falada foi: Rendeu Após essas palavras, histórias Gesticulavam e riam, memórias Comecei a escutar, por fora rindo Mas por dentro, chorando Pois a segunda palavra falada fora, pegou
Nesse momento me veio à tristeza Por escutar de tamanha destreza De todos os que estavam ali
Escutei mais de uma vez A palavra "pegou", se fez E o amor fora deixado acolá
Quando o amor deixou de existir? Oh amor, deixaste de persistir? Ainda lembro quando a nós tentava assistir E uma quÃmica, a verdadeira, atribuir
Mas hoje, perdeu-se o termo amor Tratamos pessoas como abjetos Por frustrações ou carpe diem tiraram-no dos dialetos E palavras como pegou, ficou e usou SubstituÃram o termo, amou.
Oh amor, não se vá Oh amor, não me deixe esperar Amor, um dia irei te encontrar Me espere, me espere, não se vá
Um dia voltará Passará a cultura da pessoa objeto Para tratarem uns aos outros do jeito certo E desta forma: Voltarão a amar
- Eu não quero saber das suas ideias, Ainda estou limpando a bagunça da última vez que você teve alguma ideia. Você sempre a faz se apaixonar por quem não a ama de volta. É sofrimento demais para ela, e para nós dois.
- Parece que você não nos conhece. Quem se apaixonaria por uma bagunça dessas?
- Justamente... talvez esteja na hora de ela se apaixonar por ela mesma.
- Como assim?
- Você sabe melhor do que eu que ela vive mais para os outros do que para ela mesma. Que ela ama mais os outros do que ela mesma. Então, talvez esteja na hora de ensinarmos a ela a se amar.
- Talvez esteja na hora de você começar a ser mais racional. E deixar eu escolher o amor da próxima vez.
- Não, você nunca poderá escolher sem mim, porque sou eu que coloco as borboletas no estômago, sou eu que coloco o brilho no olho, sou eu que coloco o amor na alma dela. Você só precisa me guiar melhor.
- Ok.
- Pare de ser tão rabugento. Eu te ajudo a limpar essa bagunça que eu causei e você me ajuda a ensinar a ela que não tem nada de errado com ela. Me ajude a mostrar para ela que ela precisa se amar um pouco, antes de querer amar ao mundo. Que ela precisa se importar um pouco com ela mesma, antes de querer se importar com todos aos seu redor.
- E assim ela poderá voltar a escrever poesias, não para os outros, mas para ela mesma.
"Dê valor à s coisas simples da vida, aos pequenos momentos. Valorize as surpresas que Deus te dá. Dê o seu amor, mesmo sem receber nada em troca. Ame ao próximo como a ti mesmo. Veja a beleza nas folhas caÃdas no chão. Em vez de reclamar pela chuva, agradeça. Agradeça a Deus pelo ar que você respira. Faça o seu melhor. Respire fundo. Viva."